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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Manacapuru - Terra dos Guerreiros Mura

A Cidade de Manacapuru é conhecida como a Princesinha do Solimões.

Manacapuru é uma palavra de origem indígena derivada das expressões Manacá e Puru. Manacá (Brunfelsia hospeana) é uma planta brasileira das dicotiledôneas, da família solanaceae que significa, em tupi, Flor. Puru, da mesma origem, quer dizer enfeitado, matizado. Em função disso, Manacapuru na língua indígena tupi quer dizer “Flor Matizada”.

Os fundamentos da história da Cidade de Manacapuru estão ligados à aldeia dos Índios Mura, que aqui se estabeleceram no século XVIII. Os muras descendentes das tribos Tupi, aos poucos foram tendo sua população reduzida, devido aos ardorosos combates travados com as expedições portuguesas. Este fato aliado a outros, levaram o grupo a migrar. Passaram por localidades como Conceição e Pesqueiro, até se estabelecerem na Feitoria de Pesca, localizada no Rio Manacapuru. Ali não ficaram muito tempo e foram obrigados a subir até a foz do lago Manacapuru, à 14 léguas da foz do Rio Solimões.

A cidade está assentada na margem esquerda do Rio Solimões. O seu nome foi sempre o mesmo, desde sua origem até o momento atual. Além dessas características, que transformam a princesinha num refúgio agradável à população local, bem como para milhares de turistas que a visitam durante os 365 dias do ano, em função de seus atrativos culturais como a Ciranda, hoje conhecida nacionalmente, as festas de Santo Antônio, do Bodó, da Juta, o Balneário do Miriti, Paraíso D’Ângelo, Evanstour, Mundo Amazônico, Orla do Miriti, a Reserva do Piranha com seu projeto de Ecoturismo, pioneiro no desenvolvimento sustentável, são outras atrações que proporcionam uma paisagem de rara beleza.

Com uma população de 82.309 habitantes, segundo o Censo - IBGE 2007, Manacapuru traz consigo a beleza, o encanto, a determinação e a bravura dos índios Muras. Fundadores, juntamente com os portugueses, do povoado de Manacapuru.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Piscina simples, mas limpinha

Se você quer curtir um mergulho nessa piscina, você vai precisar gostar de altura... é no 55º andar!

Mas, nadar na borda não é tão arriscado quanto parece. Enquanto a água da piscina “infinita” parece terminar em um despenhadeiro, na verdade ela escorre para uma espécie de canal, de onde é bombeada de volta para a piscina principal. Tem três vezes o tamanho de uma piscina olímpica (150 metros de comprimento), é a maior piscina do mundo ao ar livre, nessas alturas.

Foi feita no impressionante "Skypark", um espaço de lazer em forma de barco, empoleirado sobre as três torres que compõem o hotel mais caro do mundo, que custou a bagatela de 4 bilhões de libras esterlinas (quase inimaginável o número de zeros à direita em reais...), é o Marina Bay Sands, na cidade de Cingapura.






Colaboração de Sheila Ivanilda

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para não ver o tempo passar!

A embalagem vermelha foi milimetricamente aberta com precisão cirúrgica. A bandeja foi surgindo, cuidadosamente, como se fosse proceder um parto. Nasceu. Eis que posou a caixa de plástico transparente onde continha um frugal desjejum. Cada uma das peças tiveram o mesmo cuidado que recebeu a embalagem.

Apesar da refeição parecer parcimoniosa, os procedimentos eram de quem ia degustrar o melhor dos banquetes. Ela assentou o guardanapo no colo, abriu meticulosamente a geléia, o queijo, as torradas. Com toda a delicadeza do mundo empunhou a faca, de plástico, evidente, e retirou uma lâmina de cada um dos acepipes e, vagarosamente, com toda a calma do mundo, espalha na torrada, como se foie gras fosse.

Mastiga, lentamente, várias vezes, como se assim fosse recomendação médica. Era algo tão inusitado aquele procedimento, que chamava a atenção. Parecia mesmo estar num daqueles restaurantes a la carte, com garçons e tudo o mais.

Não resisti, querida leitora de domingo, e como tudo em avião é motivo - ao menos para mim - passar o tempo, resolvi manter contato. Afinal, conversar não custa...

A moça era bonita, ou melhor, vistosa, como diriam os mais velhos. Fartos cabelos alourados, como falavam antigamente e vestida como se tivesse saído de um passado não tão distante. Perguntei-lhe qual o motivo de tanta pompa para tomar um café da manhã tão sem graça. Nem frutas, nem omelete, nem bolinho, nem tapioca, enfim...

Gosto adquirido não se discute, como sempre, cabeça de repórter é lugar de inquietação, fiz a tal pergunta: "Qual o motivo de tanto aparato, num lugar que nem é mais tão charmoso assim?" A resposta: "Gosto de agir assim, como se em casa estivesse, porque tenho medo, simplesmente, medo de avião. Assim o tempo passa mais rápido." Bom domingo!

Por Mazé Mourão, editora da coluna Vida&Estilo
Do jornal A Crítica, Manaus-AM

sábado, 8 de maio de 2010

Como sair de Repente para Kagar ?


Repente e Kagar são cidades alemãs, provavelmente colonizadas por algum brasileiro sacana.

Colaboração de Sheila Ivanilda

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O jeito paraense

Aqui no Pará, dizemos tu em vez de você, falamos eras, que já foi Ebe e hoje é égua, que é usado em 99% das frases ditas pelo paraense, seja de admiração, insatisfação, raiva espanto, na alegria e na tristeza… até que a morte nos cale!


Aqui quando alguma coisa é muito boa, bacana, excelente, legal… é por que ela é Pai d’égua!!!.

As crianças daqui não fazem travessuras e sim estripulias; não quebram os brinquedos e sim esbandalham, não brincam de pic e sim de pira… pira-alta, pira-pega, pira-maromba, pira se esconde, as meninas brincam de macaca ao invés de amarelinha, os meninos brincam de peteca ao invés de bola de gude… também empinam papagaio, curica, rabiola, mas desde que a linha tenha bastante cerol para poder gritar _Au vaiêêê!!!.

Viagem de barco ou lancha?… preferimos ir de pô-pô-pô, rabeta ou vuadeira… é mais emocionante!

Aqui os insetos têm muitos nomes diferentes: é carapanã, maruim, mucuim, mutuca, muriçoca… e muitos outros M.

Preferimos a maniçoba ao invés de feijoada, jerimum ao invés de abóbora, macaxeira ao invés de aipim, mingau de milho ao invés de canjica, e canjica é como chamamos para o curau.

Paraense quando adoece, não fica fraco, fica despombalecido, pode até baldear… mas só um caribé para dar uma reanimada.

Aqui Tomamos suco de taperebá e não de cajá… tomamos açaí e não Jussara, mas com farinha d’água, camarão, peixe ou charque, nada de granola e banana…isso não! Misturar qualquer fruta com açaí pode ser fatal!

Aqui não contamos anedota, contamos causos de verdade… é Matinta-perera, Boto, Curupira, Mapinguari, Quem-te-dera e muita história de visagem! Nada de lorota ou potoca!

Antão… depois do almoço vem aquela chuvinha da tarde… aí dá aquela murrinha… ficamos até mufinos!

Enfim, existem palavras e expressões que só mesmo o paraense para entender e usar com tanta propriedade em todas as situações do dia-a-dia. E se você faz ou já fez alguma destas coisas em riba, é porque com certeza é um verdadeiro Papa Chibé - paraense autêntico; aquele que se alimenta de chibé (água e farinha)!

Por Gisele Lopes Moreira. Turismóloga e apaixonada pelo Pará.
Do Arte Papa Xibé

domingo, 2 de maio de 2010